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Cortes na saúde aumentaram mortalidade nos hospitais britânicos

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Cortes na saúde aumentaram mortalidade nos hospitais britânicos

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O responsável do sistema de saúde pública britânico contra-ataca as conclusões de um inquérito que atribui várias mortes nos hospitais públicos à falta de meios e investimento no setor . A investigação revela que mais de 13 mil pessoas morreram nos últimos oito anos em 14 instituições por falta de assistência médica. Os familiares das vítimas denunciam:

“Revoltante é a palavra mais adequada. Confiei naquelas pessoas para tratar o meu avó para lhe prestar os cuidados básicos com o respeito e dignidade que merecia, e foi exatamente o contrário que aconteceu. O meu avó foi transportado como uma mala de viagem, nove transferências em 12 dias”, afirma a neta de uma vítima, Sharon Walsh.

O governo britânico ordenou entretanto uma inspeção aos serviços de saúde, quando o atual diretor do sistema de saúde, Bruxe Keogh, critica a metodologia do relatório e a interpretação das taxas de mortalidade.

Mas para o antigo responsável do serviço britânico de saúde, Roy Lilley:

“As pessoas ao ouvirem estas revelações vão ficar preocupadas, em especial se tiverem parentes mais velhos hospitalizados. E estas informações abalam a reputação do serviço nacional de saúde. Comecei por dizer que este é um bom dia, pois constitui uma chamada de atenção para a situação, mas é também um mau dia, um dia vergonhoso para a saúde pública”.

Segundo a imprensa britânica, a contra-investigação deverá permitir rejeitar as conclusões do primeiro relatório. Onze dos hospitais visados pelo inquérito foram no entanto alvo de medidas especiais para melhorar o atendimento aos pacientes.