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Cuba reivindica propriedade das armas encontradas em cargueiro norte-coreano

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Cuba reivindica propriedade das armas encontradas em cargueiro norte-coreano

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As autoridades cubanas confirmaram, esta terça-feira, que as armas encontradas no cargueiro norte-coreano, que foi apreendido no Panamá, lhe pertencem.

O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros explicou assim as armas escondidas entre sacos de açúcar:
“Havia também no navio 240 toneladas de armas de defesa obsoletas, todas elas fabricadas em meados do século passado, que foram para reparar e deviam voltar para o nosso país”.

Justificações pouco convincentes.
As autoridade panamianas continuam a inspeção do navio e o próprio presidente do país se deslocou ao local. Ricardo Martinelli explicou as condições em que o barco foi apreendido:
“Houve uma enorme resistência por parte do comandante e dos 35 membros da tripulação. No princípio o comandante parecia que ia ter um ataque cardíaco e a seguir tentou suicidar-se. Depois de termos transferido o barco para o porto de Manzanillo, descobrimos as armas, ao esvaziarmos um dos cinco compartimentos, mas pensamos que pode haver mais contentores”.

O cargueiro, que saiu de Cuba em direção à Coreia do Norte, foi interceptado no Canal do Panamá. Transportava 10 toneladas de açúcar como carga declarada e, clandestinamente, mais 240 toneladas de material bélico.

Para o embaixador norte-americano nas Nações Unidas, as armas encontradas no navio poderão consistir numa violação das resoluções das Nações Unidas sobre o embargo à Coreia do Norte, por causa do programa nuclear.