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Irmandade Muçulmana: "UE sem propostas para resolver a crise egípcia"

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Irmandade Muçulmana: "UE sem propostas para resolver a crise egípcia"

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No seu primeiro dia de funções, o novo governo de transição do Egito recebeu a visita de Catherine Ashton. A chefe da Diplomacia europeia foi ao Cairo dizer que a Europa espera o processo político do Egito inclua todas as organizações democráticas do país.

Catherine Ashton encontrou-se igualmente com o líder da irmandade Muçulmana, ausento do novo executivo. Amr Darrag, o líder do movimento islamita do deposto presidente Mohamed Morsi estima que a União Europeia não tem propostas para resolver a crise egípcia.

A visita coincide com mais um dia de manifestações dos apoiantes de Morsi. Exigem o regresso, ao poder, do primeiro presidente eleito do país e queixam-se de terem sido impedidos de alcançarem a mítica praça Tahrir.

“Ai agora a polícia, o exército e os bandidos que os apoiam, estão a ser duros connosco? Não nos deixam passar? Mas não somos egípcios também? Não era suposto vivermos em liberdade?”, questiona um manifestante. Outro diz: “A polícia interrompeu uma marcha pacífica. Mas estamos determinados a continuar de forma pacífica, mesmo que eles matem mil, dois mil ou três de nós… O nosso poder é o nosso pacifismo. Dizem que somos terroristas, mas somos o partido mais pacífico do Egito e vamos trazer de volta o presidente, de forma pacífica.”

Morsi foi deposto no dia 3, após um ano no poder. A Irmandade Muçulmana estima tratar-se um golpe de Estado.