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Um tribunal num teatro para julgar o comandante do Costa Concórdia

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Um tribunal num teatro para julgar o comandante do Costa Concórdia

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Francesco Schettino regressou hoje à barra dos tribunais em Itália, depois de uma interrupção de uma semana desde o início do julgamento do Costa Concórdia.

O capitão do paquete, naufragado em janeiro do ano passado, vai responder pelas acusações de massacre e abandono de navio na tragédia que provocou 32 mortos e centenas de feridos.

O processo que deverá durar vários meses decorre num teatro de Grosseto, na Toscana, que deverá acolher 400 testemunhas e 250 queixosos.

Para o advogado de Schettino: “o capitão nunca negou as suas responsabilidades, mas ao mesmo tempo pede para ser julgado no quadro das suas responsabilidades. Ele era o capitão e por isso é justo que seja acusado de certas ações mas é errado acusá-lo de ser o único responsável”.

Schettino é o único arguido no processo depois dos tribunais terem chegado a um acordo para uma pena negociada com cinco outros suspeitos, entre os quais um responsável da companhia de cruzeiros Costa e quatro membros da tripulação do navio, entre os quais o timoneiro.

O processo decorre num momento em que as autoridades italianas prosseguem os trabalhos para desmantelar o casco do navio ao largo da ilha de Giglio depois de terem adiado por várias vezes o processo de remoção do Costa Concordia, por problemas técnicos.