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Ministro alemão leva ajudas à Grécia depois de parlamento reforçar austeridade

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Ministro alemão leva ajudas à Grécia depois de parlamento reforçar austeridade

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A Grécia acolhe hoje o ministro das Finanças alemão depois do parlamento ter aprovado, ontem, um novo pacote de medidas de austeridade exigidas pela Troika.

Em Atenas, o governo proibiu todas as manifestações no centro da cidade. Segundo uma sondagem recente, o nível de impopularidade de Wolfgang Schauble atinge os 80% na Grécia, sendo a segunda personalidade política alemã mais detestada no país depois de Angela Merkel.

“Schauble devia voltar para casa. Não queremos colonizadores. A Grécia já sofreu bastante com a ocupação alemã e agora com todos esses países supostamente europeus que não estão a ajudar o país. Eles só querem tirar-nos o que temos sem nos dar nada em troca”.

“O novo pacote de medidas de austeridade vai ter um efeito negativo. Todas estas pessoas vão perder o emprego, é uma vergonha. O que é que se pode fazer, o problema é que as pessoas não percebem a gravidade da situação, preferem ficar sentadas no sofá”.

O ministro das Finanças alemão aterra no país com uma promessa de ajuda de 100 milhões de euros para desenvolver as PME’s gregas. Uma tímida compensação para a maioria dos gregos, depois do parlamento ter aprovado, ontem, um pacote de medidas que prevê 15 mil despedimentos na função pública nos próximos dois anos e a redução de salários para 25 mil outros trabalhadores.

A redução de efetivos, que deverá visar em prioridade os funcionários municipais, é uma das exigências da Troika para desbloquear as próximas tranches do segundo resgate financeiro ao país. O eurogrupo deverá dar luz verde a um pagamento de 2,5 mil milhões de euros de ajuda até ao final do mês e de mais 500 milhões de euros em Outubro.

Para lá dos protestos dos presidentes de câmara e a da ameaça do ministro da Cultura de se despedir (face aos despedimentos na televisão pública ERT), a nova vaga de austeridade é marcada também por uma fratura no seio do PASOK (socialistas gregos), depois de dois deputados socialistas terem rejeitado ontem aprovar as novas medidas.