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A falência da cidade dos automóveis

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A falência da cidade dos automóveis

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Detroit, a maior cidade norte-americana a declarar falência é agora gerida pelo Tribunal Federal.

A cidade, outrora símbolo do poder industrial americano, é hoje uma espécie de lugar fantasma onde apenas a General Motors se mantém.

Detroit tem, hoje, uma dívida de mais de 18 mil milhões de dólares.

Para os habitantes desta cidade a situação complica-se:

“Quem não é de cá pensa que Detroit é lixo. Não há respeito. A velha Detroit não consegue aguentar-se e isso é triste”, afirma um jovem.

Mas para outros a situação é clara:

“Eles tiveram tempo suficiente para resolver a situação. Por isso, acho que – como eles dizem – se nós não conseguimos resolver, alguém conseguirá.”

O futuro é, de facto, incerto principalmente para os funcionários e serviços públicos numa cidade que perdeu 250 mil habitantes em dez anos.

Peter Henning, Professor de direito na Wayne State University explica:

“Agora está sob o poder do juiz federal e, por isso, a tomada de decisão está fora do controlo das pessoas que tinham uma palavra a dizer no processo. Agora, é um juiz federal que decide sobre as falências: quem vai para receber e quanto.”

A falência da cidade levanta outros problemas. As coleções de arte, entre elas as do Museu do Instituto de Artes, avaliadas em milhares de milhões de dólares podem ser deixadas à mercê de credores e compradores.