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Gravado nas paredes

19/07/13 13:48 CET

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Todos os anos a cidade marroquina de Assilah organiza um festival de pintura de murais, um trampolim para a carreira de muitos artistas. A artista marroquina Malika Agueznay descobriu aqui a gravura.

Malika Agueznay: “Gosto de pintar em grande. A gravura é bem diferente. É onde posso ser cuidadoso e meticuloso, remexer e experimentar as técnicas que gosto. Isso cria um equilíbrio no meu trabalho. Não consigo pintar em pequena escala porque as formas que crio têm necessidade de espaço”.

Nos últimos 35 anos Malika tem vindo a combinar técnicas graças a uma iniciação inesperada na gravura na primeira edição do festival onde conheceu alguns dos maiores artistas do mundo.

Malika Agueznay: “Em 1978, fui convidada como jovem pintora para pintar um mural, um fresco. Quando terminei ainda tinha algum tempo livre e fui para a oficina de impressão. Lá, encontrei artistas que eram os grandes nomes do mundo da gravura. Peguei numa placa de gravura, uma pequena, e comecei. E foi assim que tudo começou. Naquela época Assilah quase não tinha eletricidade para a iluminação, não havia água canalizada, mas havia poços. Depois de terminarmos o trabalho, para lavar as gravuras tivemos que tirar água do poço, o que significava que tínhamos exercício, assim como arte.”

Malika aperfeiçoou sua técnica de gravura mais tarde, em Nova York e em Paris. Hoje, a pintor e escultora, é conhecida também pelo seu estilo de gravura , considerado único.

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