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Multinacionais na mira do G-20

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Multinacionais na mira do G-20

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Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos países do G-20 reúnem-se a partir desta sexta-feira em Moscovo. Em cima da mesa está um plano para tentar impedir que as grandes multinacionais, e em particular os gigantes da internet, transfiram os lucros para destinos fiscalmente mais atrativos em vez de pagarem os impostos nos países onde é feita a faturação.

“As regras da fiscalidade internacional evitam às empresas o paguemento de impostos em dois países. É correto evitar a dupla tributação. Mas infelizmente as regras produziram uma dupla não-tributação, que é o que estamos tentar combater” – afirmou o secretário-geral da OCDE, o mexicano Angel Gurría.

O ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, também foi muito claro a este propósito: “As companhias multinacionais desenvolveram um saber sem precedentes para minimizar a pressão fiscal a nível mundial. Algumas grandes companhias conseguiram pagar um imposto de três ou quatro sobre as suas receitas mundiais.”

A OCDE apresentou ao G-20 um plano com 15 medidas para acabar com a chamada otimização fiscal e apela à sua implementação num prazo máximo de dois anos. Para Ángel Gurría, a sua aplicação resultará na mudança mais radical do sistema fiscal desde os anos 20 do século passado.

Na última reunião, em abril, os ministros das Finanças tinham debatido a troca de informações e o segredo bancário. Este encontro de dois dias na capital russa vai também servir para preparar a cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos países do G-20 agendada para setembro, em São Petersburgo.