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Igreja Católica: recuperar fiéis

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Igreja Católica: recuperar fiéis

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O Brasil é considerado o maior país católico do mundo, 123 milhões de fiéis numa população de 195 milhões. Mas a influência da Igreja Católica tem vindo a diminuir há vários anos.

É neste contexto o Papa faz uma visita oficial ao Brasil para celebrar o Dia Mundial da Juventude. As expectativas, em relação a esta visita, são grande como o confirma o Arcebispo de São Paulo, o Cardeal Odilo Pedro Scherer:

“Em relação ao Papa Francisco nós temos a expectativa de que ele possa ajudar a Igreja, hoje, a realizar a nova evangelização, a animar a Igreja.”

Em 1980 a Igreja Católica vivia anos áureos no país. A visita de Papa João Paulo II ao Brasil atraiu milhões de devotos.

O país, tinha, na altura, 121 milhões de habitantes. 90% deles eram católicos. Apenas 7% pertenciam às igrejas evangélicas.

Mas, em 30 anos, a proporção de católicos caiu, abruptamente, enquanto o número de fiéis das igrejas evangélicas tem vindo a aumentar.

As razões que apontadas para esta alteração são os casos de pedofilia e corrupção, que têm manchado a imagem da Igreja Católica. Mas também a falta de padres, o celibato e a obrigatoriedade de um longo período de formação.

Muitos fiéis desviam-se do catolicismo considerado que a Igreja Católica está “muito longe” das suas vidas quotidianas.

Aproveitando-se deste distanciamento as igrejas evangélicas, conquistaram terreno.

Márcio Vinicius Farias, fiel de uma igreja evangélica, explica porquê:

“Eu ia à Igreja Católica, às missas de domingo, mas aquele vazio continuava. E, um belo, dia, fizeram-me um convite para vir à Assembleia de Deus e, a partir do momento em que aceitei Jesus, vim, conheci e aceitei Jesus, aquele vazio que eu sentia, aquela tristeza foi, totalmente, apagada.”

Desde da sua eleição, o novo Papa está a tentar provar que a Igreja está próxima dos fiéis. Por isso planeou visitar duas favelas, no Rio de Janeiro, locais onde as igrejas evangélicas prosperam.

Um jovem católico, João Carlos de Oliveira, residente na favela da Varguinha, fala da mudança necessária na Igreja Católica.

“O que vai mudar vai ser a união, porque aqui quase ninguém se une, quase ninguém se fala. O que eu acho que vai mudar vai ser mesmo a união”

À espera de um milagre, a Igreja Católica precisa de atualizar a sua mensagem, pelo menos é o que pensa o Cardeal Raymundo Damasceno Assis.