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Líbano lamenta decisão da UE sobre o Hezbollah

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Líbano lamenta decisão da UE sobre o Hezbollah

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A decisão da União Europeia de colocar o braço armado do Hezbollah na lista das organizações terroristas foi mal recebida no Líbano, quer pelos militantes do partido islamita, quer pelo partido no poder, o Partido da Falange, inimigos históricos do Hezbollah.

O governo lamentou a decisão, mas mantém as boas relações com a União Europeia: “Infelizmente, isto vai afetar o povo libanês. Vamos mais uma vez pagar o preço pela forma como o Hezbollah lida com a política regional e nacional”, diz Sami Jemayel, deputado falangista no parlamento libanês.

Com esta condenação, a União Europeia junta-se aos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá e Holanda, que tinham já colocado o movimento na lista negra.

O Hezbollah defende-se da acusação – diz que o que faz não é terrorismo, mas sim resistência: “Este gesto não vai afetar o Hezbollah nem a resistência. É algo que fazemos em território libanês, não na Europa. Não praticamos terrorismo na Europa. Aliás, há uma diferença entre resistência e terrorismo, que é algo proibido pela religião. Com esta decisão, a Europa coloca-se em confronto com uma faixa da nossa população e com todas as forças da região”, diz Walid Sukkarieh, deputado do Hezbollah.

A decisão dos Vinte e Oito faz com que passe a ser ilegal enviar dinheiro para o Hezbollah ou haver encontros entre diplomatas europeus e membros do braço armado. Apesar disso, a União mantém as ligações com o braço político do movimento.