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Espanha: Mariano Rajoy quer ir ao Parlamento explicar-se

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Espanha: Mariano Rajoy quer ir ao Parlamento explicar-se

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Mariano Rajoy, avançou que pediu para ir ao parlamento para falar sobre a situação política e económica e responder sobre o caso Bárcenas.

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro da Roménia, Victor Ponta, de visita a Espanha.

“Comparecei no Parlamento para dar todas as explicações porque creio que é onde devo fazê-lo. Quero explicar e contar o que se passou, segundo a minha versão, que também é necessária para o conjunto dos cidadãos. Creio que o lugar indicado é o Parlamento onde está representado o conjunto da soberania nacional”, disse o chefe do Governo espanhol.

Luís Bárcenas, o ex-tesoureiro do Partido Popular, que se encontra detido, afirmou na semana passada perante um juiz, em Madrid, que em 2010 entregou 25.000 euros da chamada contabilidade paralela do partido, a Mariano Rajoy, e outros 25.000 euros à secretária-geral do partido.

Rajoy nega as alegações. Contudo, o conteúdo de algumas mensagens trocadas entre Bárcenas e Rajoy divulgadas na imprensa deitaram por terra a versão apresentada pelo primeiro-ministro.

Por todo o país manifestantes exigem a demissão de Mariano Rajoy.

O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou que pediu para ir ao parlamento, no final deste mês ou no princípio de agosto, para falar sobre a situação política e económica e responder sobre o caso Bárcenas.

Numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro da Roménia, Victor Ponta, de visita a Espanha. Rajoy explicou que tinha falado com o presidente da câmara, Jesús Posada, para o informar de que vai pedir para ser ouvido no parlamento que, segundo disse, é onde deve dar explicações aos cidadãos.

Rajoy antecipou que, nessa ida ao parlamento, dará “todas as explicações”, contará o que aconteceu e fornecerá “a sua versão” das acusações surgidas nos últimos dias.

Luís Bárcenas, o ex-tesoureiro do PP espanhol, que se encontra detido, afirmou na semana passada perante um juiz, em Madrid, que em 2010 entregou 25.000 euros da chamada contabilidade paralela do partido, a Mariano Rajoy, e outros 25.000 euros à secretária-geral do partido.

Mariano Rajoy, primeiro-ministro de Espanha desde 2011 e líder do PP desde 2004, foi envolvido por Luís Bárcenas no escândalo de pagamentos irregulares a dirigentes do partido e de donativos ilegais de empresários em troca de contratos de adjudicação. Rajoy nega as alegações.

Uma sondagem publicada no fim de semana pelo jornal El Mundo indicava que 83 por cento dos espanhóis acredita que o PP foi financiado ilegalmente com dinheiro proveniente de empresários e que, depois, foi repartido entre os dirigentes.

A maioria das pessoas consultadas para a sondagem (66 por cento dos inquiridos, entre os quais 43 por cento de eleitores do PP) pensa que, entre os dirigentes do Partido Popular que receberam verbas que não foram coletadas, está o chefe do governo, Mariano Rajoy.

A mesma sondagem refere também que 89 por cento dos cidadãos consultados considera que o primeiro-ministro deve dar explicação no Parlamento, dentro do mais breve prazo possível.