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Exército egípcio desafia islamitas com apelo a "contra-manifestação" no Cairo

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Exército egípcio desafia islamitas com apelo a "contra-manifestação" no Cairo

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O exército egípcio realiza um novo golpe, de força, contra os partidários do presidente deposto Mohamed Morsi.

O chefe do estado maior das forças armadas apelou hoje a uma manifestação, na próxima sexta-feira, de apoio aos militares, contra a violência e o terrorismo.

O general Abdel Fattah al-Sisi garantiu que não vai ceder no seu apoio à transição política no país que deverá desembocar em novas eleições até ao final do ano.

“Peço aos egípcios que desçam às ruas em peso para me darem o mandato e a autorização de confrontar a violência e o terrorismo”.

“Nós não traímos, penso que não traímos o antigo presidente. Eu sempre disse que o exército egípcio pertence a todos os egípcios”, afirmou al-Sisi durante uma cerimónia militar no Cairo.

O apelo ocorre depois de um atentado bombista contra uma esquadra de polícia, a norte da capital, ter provocado esta noite um morto e doze feridos e após os confrontos mortíferos de ontem entre polícia e manifestantes pró-Morsi no Cairo.

Desde a queda de Morsi que mais de 180 pessoas morreram na sequência de protestos violentos.

A Irmandade Muçulmana, na origem dos protestos, afirmou hoje que as “ameaças do chefe do exército não vão dissuadir os partidários de Morsi”, que não reconhecem nem a deposição do presidente, nem o novo governo interino.