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Violência interreligiosa no Iraque continua a matar

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Violência interreligiosa no Iraque continua a matar

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A violência interreligiosa, no Iraque, já matou cerca de 700 pessoas, desde o início do mês.

Esta noite, dois ataques contra duas mesquitas sunitas, em Kirkuk, mataram, pelo menos, 10 pessoas e provocaram cerca de 30 feridos. Os atentados ocorreram durante as orações da noite.

Kirkuk, cidade rica em petróleo, a cerca de 250 km ao norte de Bagdad, está na linha da frente da disputa entre o governo iraquiano e a minoria curda, que deseja a integração da cidade na região autónoma do Curdistão, no norte do país.

Um referendo sobre o estatuto de Kirkuk esteve previsto, em 2007, mas a situação política da altura impediu a sua realização.

A violência interreligiosa, entre a maioria xiita, atualmente no governo, e as minorias curda e, sobretudo, sunita – que detinha o poder no tempo de Saddam Hussein – tem aumentado de intensidade, nos últimos meses, fazendo os analistas recearem um regresso à guerra civil que o Iraque viveu entre 2006 e 2007.

A confiança da população no governo e nos serviços de segurança não cessa de diminuir. Uma confiança ainda mais abalada com os raids da Al-Qaeda, no início da semana, às prisões de Abu-Ghraib e de Taji. Os raids tinham como objetivo a libertação de 500 prisioneiros da Al-Qaeda, a maioria dos quais, condenada à morte. As autoridades dizem já ter recapturado cerca de 100 e continuam as buscas.

Durante os raids, que duraram cerca de 10h, 20 prisioneiros foram mortos e 20 membros das forças de segurança perderam igualmente a vida.

Desde o início do ano, já morreram cerca de 2900 pessoas, vítimas da violência sectária, no Iraque.