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Egito: Acentua-se tensão entre militares e Irmandade Muçulmana

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Egito: Acentua-se tensão entre militares e Irmandade Muçulmana

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No Egito, a Irmandade Muçulmana definiu o discurso do chefe militar do país, Abdel Fattah al-Sisi, como um “apelo explícito à guerra civil”.

Horas antes o chefe do exército tinha exortado os egípcios a saírem à rua na próxima sexta-feira para demonstrarem o apoio às Forças Armadas e à polícia na tentativa de acabar com a violência e o “terrorismo” no país.

A Irmandade Muçulmana tem-se mobilizado pelo regresso do presidente Mohamed Morsi, deposto pelos militares em 3 de julho.

“A coligação declara que as ameaças de al-Sisi, líder do golpe militar, não é mais que um apelo generalizado à guerra civil e um aviso de que serão cometidos massacres em todos os lados com aparente apoio popular. Também declaramos que tais apelos ao terror não assustarão o povo egípcio”, afirmou um porta-voz da Irmandade Muçulmana.

Entretanto os Estados Unidos decidiram suspender a entrega de quatro caças F-16 ao Egito devido à situação de instabilidade no país.

Por outro lado, Washington decidiu manter os exercícios militares conjuntos, previstos para setembro, que juntam contingentes de ambos os países de dois em dois anos.