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Festival Internacional de Dança de Kalamata

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Festival Internacional de Dança de Kalamata

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O Festival Internacional de Dança de Kalamata é o mais famoso e aclamado da Grécia. Há quase vinte anos, abre as portas às mais variadas tendências da dança contemporânea.

Kalamata é a segunda maior cidade do Peloponeso, no sul da Grécia.

A directora do Festival, Vicky Marangopouloy, resume o espírito do evento:

“O Festival Internacional de Dança de Kalamata existe há dezanove anos. O nosso objetivo tem sido a divulgação dos coreógrafos mais importantes da dança contemporânea. Esses coreógrafos fazem agora parte da história da dança contemporânea. Também acolhemos artistas jovens selecionados após um longo processo de pesquisa. Acreditamos que daqui a uns anos vão tornar-se muito conhecidos e nessa altura serão o presente da dança contemporânea”.

Qudus Onikeku nasceu na Nigéria e trabalha em França. Apresentou a obra “Still/Life”, uma evocação da esquizofrenia como metáfora sintomática do mundo moderno.

“Olhei para a nossa relação com a história que é de algum modo repetitiva e para forma como podemos navegar em torno dela. É a história de um homem que tenta erguer-se, cai e volta a erguer-se. É a segunda parte de uma trilogia sobre a solidão, a tragédia e a memória”, explicou Qudus Onikeku.

Entre o programa do festival, destaque para o coreógrafo francês Rachid Ouramdane, autor de “Exposition Universelle”, uma obra com contornos políticos.

“Foi um projeto criado há dois anos no Festival de Avignon. É uma tentativa de observar a forma como as correntes artísticas desenvolveram cumplicidades com as ideologias políticas. É uma obra que percorre os laços que se criaram a dado momento entre a dança, o realismo socialista e o nazismo”, afirmou Rachid Ouramdane.

“O que o corpo não recorda” foi a coreografia apresentada pelo belga Wim Vandekeybus, diretor da companhia Última Vez.

“Em relação ao tema da obra, na altura eu tinha grandes teorias sobre isso. Mas quando olho para trás, as coisas parecem simples. A obra é sobre o instinto, sobre os reflexos. É sobre as forma como as coisas e o corpo reagem”, explica o coreógrafo belga.