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Nova vaga de confrontos mortais no Egito após acusações judiciais de Morsi

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Nova vaga de confrontos mortais no Egito após acusações judiciais de Morsi

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O exército egípcio já esperava que a violência voltasse a eclodir esta sexta-feira, sobretudo depois de um tribunal do Cairo acusar Mohammed Morsi de crimes como homicídios e raptos de militares, alargando a sua detenção. Em Alexandria, os confrontos entre as fações contra e a favor do presidente deposto provocaram, pelo menos, dois mortos e duas dezenas de feridos.

No Cairo, a Irmandade Muçulmana e os apoiantes de Morsi garantem que não desmobilizam da Praça Rabeaa Aladawya, e questionam tudo o que está a acontecer. “Isto é um escândalo que prova que este regime não tem qualquer respeito pela lei e pela Constituição. Deviam explicar-nos quando é que o presidente foi investigado, se teve ou não direito a advogados. Toda a gente sabe que eles inventaram estas acusações para manchar o aniversário da revolução de janeiro, em prol da revolução militar de junho”, afirma um dos líderes da Irmandade Muçulmana.

Já na célebre Praça Tahrir, o discurso é radicalmente oposto. Milhares de pessoas responderam ao apelo de Abdul Fatah al-Sissi para ajudar a fortalecer o que chamam de processo de reconciliação nacional. “Estamos aqui para apoiar o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e dar-lhe luz verde para erradicar o terrorismo do Egito. Não há tempo a perder. Este país está a arder”, dizia um dos manifestantes.

Os cada vez mais inflamados ânimos, desde que se iniciou este braço de ferro há quase um mês, já resultaram na morte de cerca de duas centenas de pessoas.