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Egito: "atiraram para matar"

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Egito: "atiraram para matar"

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O número de vítimas no Egito não para de aumentar. A Irmandade Muçulmana dá, agora, conta de pelo menos 75 mortos, no Cairo, após um assalto das forças de segurança contra apoiantes do chefe de Estado deposto.

A polícia desmente as acusações.

A Irmandade Muçulmana diz que o objetivo era matar o maior número possível de egípcios que saíram à rua para exigir o regresso de Mohamed Morsi ao poder e apresenta o que chama de provas.

Os confrontos provocaram, ainda, centenas de feridos. Nos hospitais de campanha não há mãos a medir.

“Todos os feridos que recebemos encontram-se em estado grave. Se ficar aqui alguns minutos vai ver mais pessoas atingidas por balas. Venha ver este homem, olhe para isto” refere o responsável de um hospital no Cairo.

O Egito é um país dividido entre apoiantes e opositores de Mohamed Morsi, deposto pelo exército no início de julho.

“Estávamos a manifestar-nos de forma pacífica e temos o direito de dizer ao mundo que estas pessoas elegeram um presidente, um parlamento e uma Constituição. Mas os militares não têm direito de chegar aqui – de um dia para outro – e de impor um novo governo e uma nova Constituição” afirma Mohamed Al beltaji da Irmandade Muçulmana.

A violência estende-se também à cidade de Alexandria. Pelo menos sete pessoas morreram na segunda maior cidade do Egito.

O escalar da violência acontece numa altura em que as Forças Armadas ganham protagonismo no país. Muitos temem que os militares queiram assumir, plenamente, o poder no Egito.

Euronews: “O prazo de 48 horas dado, na quinta-feira, pelas Forças Armadas para negociar uma reconciliação nacional não se esgotou. Os últimos confrontos no centro do Cairo traduzem o degradar das condições de segurança e o ambiente que se vive indica que o pior pode, ainda, estar para vir.”