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Egito vive dia mais sangrento desde deposição de Morsi

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Egito vive dia mais sangrento desde deposição de Morsi

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Multiplicam-se as condenações internacionais, depois do Egito viver a jornada mais sangrenta desde o afastamento de Mohammed Morsi, no golpe militar de 3 de Julho.

Segundo o ministério egípcio da Saúde, 65 pessoas perderam a vida nos confrontos da madrugada de sábado entre apoiantes do presidente deposto e as forças de segurança. A Irmandade Muçulmana conta mais de 120 mortos e quatro mil feridos, acusando polícia e Exército de abrirem fogo sobre manifestantes pacíficos.

O Reino Unido condenou o uso da força sobre os cidadãos egípcios; a Alemanha e a França fizeram apelos à calma e retenção. Na Turquia, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan denunciou um “massacre”.

O chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, frisou que “é essencial que as forças de segurança e o governo de transição respeitem o direito” às manifestações pacíficas.

As autoridades egípcias já anunciaram a intenção de desmantelar os acampamentos de apoiantes de Morsi, fazendo temer novos banhos de sangue.