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Acidente Galiza: maquinista admite excesso de velocidade "por distração"

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Acidente Galiza: maquinista admite excesso de velocidade "por distração"

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O maquinista do comboio acidentado na quarta-feira, na Galiza, foi formalmente acusado de homicídio por negligência.

Frente ao juiz de instrução de Santiago, Francisco José Garzón reconheceu “ter-se distraído” quando seguia a 190 numa curva limitada a 80km/h.

O condutor foi colocado, esta noite, em liberdade condicional, sob termo de identidade e residência e proibição expressa de retomar a atividade profissional.

Francisco Garzón incorre numa pena que pode ir de 1 a 4 anos de prisão.

A decisão dos tribunais ocorre depois do relato do condutor confirmar as suspeitas de que um erro humano estaria na origem do acidente que provocou 79 mortos e centenas de feridos.

A justiça não reteve para já as questões em torno das condições da linha e da alegada falta de sensores de velocidade adequados.

O inquérito prossegue agora num momento em que se realiza, esta segunda-feira, uma missa em Santiago, em memória das 79 vítimas mortais da tragédia.

Cinco dias depois do acidente, 70 pessoas permanecem hospitalizadas, 22 das quais em estado crítico.