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Barbie enfrenta concorrência interna das monstrinhas

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Barbie enfrenta concorrência interna das monstrinhas

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A vida da Barbie tem altos e baixos e neste momento a rainha das bonecas atravessa um período difícil. Pelo segundo trimestre consecutivo a dona da marca, a Mattel, registou uma quebra de 20% das vendas da Barbie.

Mas a empresa norte-americana tem outras cartas na manga.
Há três anos lançou a marca Monster High, uma coleção de monstrinhas que vendeu mais de 500 milhões de dólares em três anos.

“Nos últimos anos, constatámos uma compressão das idades. Há vinte anos a Barbie era para crianças dos três anos aos nove, agora é para crianças dos três aos seis. A marca Monster High era para a faixa dos 6 aos 10 anos mas agora já estamos a começar nos cinco anos”, afirma o jornalista Jim Silver.

Criada em 2010, a marca inspira-se nas figuras de Drácula e Frankenstein, uma estética muito diferente da da Barbie.

Além das monstrinhas, há vários produtos derivados como livros, séries, filmes e jogos na Internet.

“As crianças crescem mais depressa, graças aos computadores. A música que ouvem é totalmente diferente e querem coisas mais inovadoras”, acrescenta o jornalista.

A hegemonia da Barbie no mundo das bonecas tem sido contestada por várias concorrentes.

Além disso, a boneca da Mattel é fortemente criticada por promover um ideal feminino estereotipado, o de uma boneca anormalmente magra obcecada pela moda.

Mas, ninguém se arrisca a antecipar a idade da reforma da Barbie.

Muitas concorrentes tem chegado ao topo da tabela de vendas mas depois de alguns anos caem no esquecimento enquanto a Barbie, aos 54 anos, continua a escolher as melhores ‘toiletes’ para seduzir o príncipe encantado.