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Egito: "A irmandade muçulmana tem de aprender a lição da democracia"

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Egito: "A irmandade muçulmana tem de aprender a lição da democracia"

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O novo ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio não parece disposto a ceder face aos protestos dos apoiantes do presidente deposto Mohamed Morsi. Entrevistado pelo correspondente da euronews no Cairo, Nabil Fahmy, afirma que a irmandade muçulmana tem de aprender a lição da democracia e deixar de contestar a convocação de eleições antecipadas.

euronews: A Irmandade Muçulmana chegou ao poder de forma democrática e através da vontade popular e, de um dia para o outro, foi derrubada com o seu presidente, não acha que é natural que o movimento se sinta revoltado com esta situação?

Nabil Fahmy: É verdade que o presidente foi eleito, mas também é verdade que Moris não soube tomar as suas decisões de forma democrática, após as eleições. Existem muitos exemplos de presidentes que chegam ao poder através de eleições e que não conseguem agir de forma democrática e que são contestados pela população, como aconteceu no Egito. Os egípcios não tiveram outra escolha do que regressar às ruas e os números mostram que eram mais numerosos do que aqueles que votaram no presidente Morsi. Mas na altura o objetivo não era a sua demissão, mas a convocação de eleições antecipadas. Os islamitas e os apoiantes de Morsi sentem-se revoltados, mas têm que aprender a lição: têm direito a participar nas eleições e vamos pedir-lhes que voltem a participar através dos vários comités que criámos e depois, obviamente, através do seu voto”.