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Papa Francisco: "Quem sou eu para julgar os gays?"

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Papa Francisco: "Quem sou eu para julgar os gays?"

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“Se uma pessoa é gay (…) quem sou eu para julgá-la?” A reflexão é do Papa Francisco, no avião de regresso a Roma, após a primeira visita oficial do seu pontificado, uma deslocação de uma semana ao Brasil, o maior país católico do mundo.

O papa argentino esteve quase uma hora e meia à conversa com os jornalistas no avião e afirmou que o problema são os lóbis, não a homossexualidade. Francisco explicou que “o problema não está em ter esta orientação – devemos ser irmãos – o problema é fazer lóbi por essa orientação, o lóbi de pessoas gananciosas, os lóbis políticos, os lóbis maçónicos ou outros. Esse é o grande problema”, concluiu.

Ainda antes de aterrar em Roma, o Papa defendeu um papel mais ativo para as mulheres na igreja mas rejeitou a possibilidade de abrir o sacerdócio ao sexo feminino. “Essa porta está fechada”, afirmou.

Quanto aos escândalos em torno do banco do Vaticano, Francisco defendeu que a instituição deve ser “honesta e transparente” e disse confiar nos peritos que estão a analisar o assunto para depois decidir sobre o futuro do banco.

O Sumo Pontífice despediu-se no domingo das Jornadas Mundiais da Juventude, no Rio de Janeiro, com uma missa perante mais de 3 milhões de fiéis na praia de Copacabana.