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Dor e emoção no funeral das vítimas do acidente de autocarro em Itália

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Dor e emoção no funeral das vítimas do acidente de autocarro em Itália

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Milhares de pessoas deslocaram-se, esta terça-feira, a Pozzuoli, para uma última homenagem às vítimas do acidente de autocarro que, este domingo, fez 38 mortos, em Itália.

No pavilhão desportivo desta pequena localidade balnear próxima de Nápoles, onde residia a maioria das vítimas, foi instalado um altar para a cerimónia fúnebre.

As famílias das vítimas – cujos nomes foram recordados, pelo padre – foram acolhidas com uma salva de palmas.

O governo italiano decretou um dia de luto nacional e o primeiro-ministro, Enrico Letta, fez questão de assistir à cerimónia.

O inquérito sobre as causas do sinistro continua, mas tudo aponta para uma falha no sistema de travagem do autocarro. Bartolina de Felice, uma sobrevivente, explica: “Eu acho que foi uma das rodas que saltou e depois vi várias faíscas e fogo dentro do autocarro que não conseguia travar. Ia muito depressa e não conseguia parar e depois caímos.”

Cerca de 20 pessoas – incluindo bebés de 3 anos – permanecem hospitalizadas após terem sobrevivido a uma queda de 30 metros, depois do autocarro se ter despistado, num viaduto. Segundo as primeiras conclusões, o veículo teria ficado fora de controlo a mais de um quilómetro do local do acidente.

A polícia recuperou várias peças da carroçaria do autocarro e do sistema de transmissão, ao longo de várias centenas de metros que provam que o condutor teria tentado diminuir a velocidade do veículo, encostando o veículo às barreiras de segurança da autoestrada.

Um inquérito por “homicídios involuntários” foi, entretanto, instaurado.