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Tragédia em Compostela: Maquinista estava ao telefone na altura do descarrilamento

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Tragédia em Compostela: Maquinista estava ao telefone na altura do descarrilamento

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O maquinista do comboio que descarrilou em Santiago de Compostela estava ao telefone no momento do acidente. A informação foi dada pelo Tribunal Superior de Justiça da Galiza depois duma primeira análise às informações das duas caixas negras do comboio.

A instância judicial refere que Francisco Garzón falava ao telefone com elementos dos caminhos-de-ferro espanhóis na altura do acidente, que o comboio circulava a 192 km/h nos momentos anteriores à tragédia e que o descarrilamento se deu a uma velocidade de 153 km/h, quando no local a velocidade está limitada a 80 km/h.

Pelas informações, ainda provisórias, “parece que o maquinista consultava um roteiro ou algum documento similar”, acrescentou o tribunal.

Francisco Garzón já admitiu que foi um “erro humano”, uma distração, que provocou o descarrilamento que fez 79 mortos e mais de uma centena e meia de feridos na quarta-feira passada. O maquinista indicou em tribunal que pensava estar noutra parte do traçado e que ainda travou, mas foi tarde demais.