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Bradley Manning marcou nova era na segurança e defesa dos EUA

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Bradley Manning marcou nova era na segurança e defesa dos EUA

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Um vídeo, filmado em 2007, em Bagdade, capital do Iraque, mostra 11 civis a serem mortos por militares norte-americanos. Três anos depois foi divulgado pelo Wikileaks, um sítio da Internet que denuncia alegados abusos de governos e outras autoridades.

Bradley Manning foi detido pouco depois, em maio de 2010. O informador do Wikileaks era um analista informático, de 22 anos, que trabalhava para as forças armadas norte-americanas.

O jovem protagonizou a maior fuga de informação da história dos Estados Unidos, ao roubar 700 mil ficheiros secretos, sobretudo relatórios sobre as guerras no Iraque e Afeganistão, mas também telegramas diplomáticos.

Bradley Manning foi acusado em tribunal marcial de espionagem e traição, por ter passado os documentos ao Wikileaks, fundado por Julian Assange, que se tornou um dos homens mais procurados pela justiça norte-americana.

Bradley Manning defendeu-se dizendo que estava chocado com alguns exageros da guerra e que queria fomentar o debate sobre a política externa dos Estados Unidos, sendo considerado um herói para vários grupos de ativistas.

O julgamento do jovem começou em Dezembro de 2011 e, um ano e meio depois, o analista foi considerado culpado por crimes cujo cúmulo jurídico pode ir até 136 anos.

Um caso que se poderá repetir com Edward Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional em fuga por ter divulgado, há dois meses, dados secretos sobre um programa governamental de vigilância e escutas.