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Egito: governo interino rejeita diálogo com presidente deposto

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Egito: governo interino rejeita diálogo com presidente deposto

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MIlhares de pessoas voltaram a manifestar-se esta noite, no Cairo, para pedir o regresso ao poder do presidente deposto, Mohamed Morsi.

A marcha decorreu sem incidentes quando mais de 300 pessoas morreram em protestos de rua, desde o golpe dos militares que derrubou o ex-chefe de estado, no início do mês.

“Decidimos organizar esta marcha em nome dos nossos mártires, de todos os que foram mortos durante o golpe militar, de todos aqueles que sacrificaram o seu sangue e a sua liberdade para defender a dignidade deste país”, afirma um manifestante pró-Mursi.

A Irmandade muçulmana, que convocou os protestos das últimas semanas, rejeita apoiar o processo de transição política, não reconhecendo legitimidade ao novo governo interino.

Um dos líderes do movimento, Safwat Hejazi, explica as razões da revolta:

“Em pleno século XXI, como é que os Estados Unidos e a Europa apoiam um golpe que matou a revolução, a liberdade e a experiência democrática no Egito. Matar a liberdade e suspender a democracia por causa dos islamitas só poderá fomentar mais terrorismo e extremismo”.

A União Europeia prossegue os esforços de mediação depois da responsável da diplomacia europeia, Catherine Ashton se ter reunido com os principais responsáveis políticos, partidários e militares do país, assim como com o presidente deposto Mohamed Morsi.

Se Ashton apelou ontem a uma transição política que inclua as formações islamitas, já o vice-presidente Mohamed El-Baradei descartou a possibilidade de incluir Morsi numa eventual solução para a crise, reafirmando a abertura do executivo para discutir com a Irmandade Muçulmana.

O enviado da UE Bernardino Leon chega hoje ao Cairo para prosseguir as discussões, quando Washigton tenta recuperar o protagonismo nas discussões para ultrapassar a crise, com o envio ao país, o mais tardar na próxima semana, dos senadores John McCain e Lindsey Graham.