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Julian Assange critica veredito "extremista" contra Bradley Manning

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Julian Assange critica veredito "extremista" contra Bradley Manning

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Espião mas não traidor. A justiça militar norte-americana condenou ontem Bradley Manning por 19 crimes, entre os quais espionagem, absolvendo, no entanto, o ex-militar da mais grave das acusações, relativa a “ajuda ao inimigo”.

O responsável pela maior fuga de informaçao secreta na história dos Estados Unidos incorre agora numa pena de mais de 100 anos de prisão, quando a sentença final deverá ser anunciada nos próximos dias.

Uma condenação injusta e “extremista”, para o fundador do sítio internet Wikileaks, Julian Assange:

“Esta é a primeira vez que os Estados Unidos condenam um denunciante por espionagem. Trata-se de um precedente perigoso e um exemplo de extremismo na forma de lidar com a segurança nacional. É um veredito que revela uma visão curta e que não pode ser tolerado e deve ser anulado. Não é aceitável que transmitir informação ao público seja considerado espionagem”.

No exterior do tribunal militar dezenas de apoiantes de Manning protestaram contra a decisão dos juízes, vista como um gesto forte dirigido a outros “denunciantes”, como o ex-espião Edward Snowden.

Um gesto criticado pela Amnistia Internacional, como uma forma de dificultar o trabalho dos jornalistas de investigação. A organização Human Rights Watch exigiu, por seu lado, uma reforma da legislação norte-americana para proteger os denunciantes de informações relacionadas com temas de segurança nacional.