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Maquinista não sabe no que estava a pensar: "A cicatriz que me vai acompanhar é tremenda"

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De  Euronews
Maquinista não sabe no que estava a pensar: "A cicatriz que me vai acompanhar é tremenda"

<p><strong>Questionado pelo Ministério Público, Francisco José Garzón disse que não encontra explicações para não ter reduzido a velocidade antes de chegar à curva de A Grandeira.</strong></p> <p>O maquinista do comboio que descarrilou em Santiago de Compostela disse que não compreende por que não travou a tempo de evitar o acidente. A declaração foi feita durante o interrogatório judicial. A transcrição foi divulgada esta quarta-feira pelo jornal espanhol El Pais. </p> <p><img src="https://static.euronews.com/articles/233968/606x347_3107-train-tragedy-inquiry-spain-investigation.jpg"></p> <p>“Sinceramente, digo-lhe que não sei, não sou suficientemente louco para não travar” afirmou<br /> Francisco José Garzón Amo num tom emocionado perante o juiz Luis Alaez. O maquinista garantiu ainda que não sabe no estava a pensar no momento exato do descarrilamento. Mas que esse vai ser um “peso tremendo que vai carregar para o resto da vida”, uma vez que 79 morreram e mais de 150 ficaram feridas. </p> <p>Questionado pelo procurador Antonio Roma sobre se ativou o travão em algum momento, Garzón respondeu que sim, mas tarde demais, “quando já era inevitável”. Durante os 50 minutos em que se foi interrogado pelo Ministério Público, o maquinista assumiu toda a responsabilidade. E quando o procurador lhe perguntou se haveria algum problema no traçado, na via ou no comboio, Garzón foi peremptório: “Não, não, não.”</p> <p>Já o juiz Luis Alaex chamou a atenção para o facto de, quatro quilómetros antes do impacto, o comboio já circular a uma velocidade muito superior à indicada. Nesse momento o maniquista de 52 anos respondeu que “quatro quilómetros a 200 quilómetros/hora passam muito depressa” e que ao entrar nos túneis não se apercebeu de que estava naquele troço e, por isso, não reduziu a velocidade. </p> <p>Francisco José Garzón Amo foi acusado de 79 crimes de homicídio por negligência, mas foi deixado em liberdade a aguardar julgamento, uma vez que não haverá perigo de fuga ou destruição de prova. </p> <p><strong>“Caixas negras” revelam telefonema na altura do acidente</strong></p> <p>Entretanto foram também divulgadas as primeiras informações retiradas das “caixas negras” do comboio que descarrilou na passada quarta-feira. Para além das velocidades, 192 quilómetros/hora antes do acidente, tendo travado pouco antes do acidente, descarrilando a 153 quilómetros/hora, as caixas revelam também que o maquinista estava a falar ao telemóvel. </p> <p>Francisco Garzón falava com alguém da companhia ferroviária espanhola, Renfe, sobre o caminho que o comboio devia seguir ao chegar a Ferrol”, destino final e estação a seguir a Santiago de Compostela. Nos registos aúdio há também ruídos que levam a crer que o maquinista estaria a mexer em papéis enquanto falava ao telefone.</p> <p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/rtcmpyeHwvk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p><div id="slides" dir="ltr"><ul class="slides_container"> <li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_01.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_02.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_03.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_04.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_05.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_06.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_07.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_08.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_09.jpg"/></li><li class="slide"><div class="caption"><p>Picture by Óscar Corral</p></div><img src="https://static.euronews.com/articles/233284/560x380_10.jpg"/></li></ul><a href="#" class="prev"></a><a href="#" class="next"></a></div></p> <p><iframe width="606" height="300" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="https://maps.google.fr/maps?f=q&source=s_q&hl=fr&geocode=&q=42.85901,-8.525723&aq=&sll=45.880316,4.701878&sspn=1.521998,2.469177&ie=UTF8&t=m&ll=42.870177,-8.523674&spn=0.037743,0.104027&z=13&output=embed"></iframe><br /> <small><a href="https://maps.google.fr/maps?f=q&source=embed&hl=fr&geocode=&q=42.85901,-8.525723&aq=&sll=45.880316,4.701878&sspn=1.521998,2.469177&ie=UTF8&t=m&ll=42.870177,-8.523674&spn=0.037743,0.104027&z=13" style="color:#0000FF;text-align:left">Agrandir le plan</a></small></p>