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ONU dá 48 horas aos rebeldes para sairem de Goma na RD Congo

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ONU dá 48 horas aos rebeldes para sairem de Goma na RD Congo

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A Missão da ONU para a Estabilização da República Democrática do Congo (MONUSCO) deu um prazo de 48 horas ao grupo rebelde M23 para largar as armas. É a primeira vez que a MONUSCO lança um ultimato deste género.

Depois de passar este prazo, que começou a contar às 16 horas de terça-feira, vai ser criada uma zona de segurança em redor da cidade do leste do país. Qualquer indivíduo armado que seja detetado e não pertença ao Exército congolês ou à força da ONU será considerado “uma ameaça iminente para a população civil”.

Este ultimato surge depois de na semana passada o secretário de Estado norte-americano John Kerry ter apelado nas Nações Unidas ao fim do apoio externo aos países que estejam a apoiar os rebeldes do M23, numa alusão implícita ao Ruanda.

Também Alto Comissariado para os Refugiados da ONU ( ACNUR) deixou um alerta para esta situação. A porta-voz do ACNUR Fatoumata Lejeune-Kaba, revela que “os combates em Goma obrigaram entre 6 mil e 7 mil pessoas a abandonar as próprias casas desde 14 de julho, sobretudo mulheres e crianças. Mas além disso, jovens rapazes foram obrigados a combater. Os deslocados estão alojados em escolas e igrejas na zona norte de Goma.”

De acordo com o Alto Comissariado diz ainda que as agressões sexuais aumentaram de maneira “alarmante” na província do Kivu do Norte: 705 casos desde janeiro, entre os quais 288 foram cometidos contra menores de idade e 43 contra homens.