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Sob suspeitas de fraude, Zimbabué decide futuro de Mugabe


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Sob suspeitas de fraude, Zimbabué decide futuro de Mugabe

No Zimbabué, mais de seis milhões de eleitores decidem se chegou ou não a hora da mudança, depois de 33 anos de poder para Robert Mugabe.

‘Persona non grata’ na Europa, Mugabe é regularmente acusado de violação dos direitos do homem num país onde o povo aspira a uma vida melhor. “Gostaria de um líder que criasse empregos e oportunidades para melhorar a nossa vida e para melhorar o país”, afirma um jovem, que espera a sua vez de votar.

Se ganhar, Mugabe promete continuar a reforma agrária do país, expropriando os brancos a favor dos negros, muitas vezes sem quaisquer indemnizações.

Dos outros três candidatos em liça, o único que poderá, eventualmente, ganhar-lhe é o eterno rival e primeiro-ministro do governo de unidade nacional, Morgan Tsvangirai, que promete retomar o contacto com o Ocidente.

Apesar dos 600 observadores internacionais e seis mil locais, o ocidente receia um escrutínio marcado por fraudes. Tanto mais que a União Europeia e os Estados Unidos se viram interditados de enviar os seus próprios observadores.

A menos de 24 horas da abertura das assembleias de voto, Tsvangirai denunciara já fraudes nas listas eleitorais, à semelhança do que acontecera em 2008, escrutínio na sequência do qual uma onda de violência provocou 200 mortos.

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