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Zimbabwe: Mugabe promete aceitar derrota "se perdermos"

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Zimbabwe: Mugabe promete aceitar derrota "se perdermos"

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O Zimbabwe regressa, esta quarta-feira, às urnas para eleger um novo presidente, com o receio do regresso da violência que marcou o sufrágio de há quatro anos.

As autoridades enviaram milhares de militares e polícias para vigiar as zonas mais sensíveis do país, mas o presidente cessante Robert Mugabe, no poder há mais de trinta anos afirma que, desta vez, está pronto a aceitar o resultado das urnas.

“Se perdermos teremos que nos render àqueles que venceram. Se ganharmos, aqueles que perderam terão que se render. E é assim que tem que ser e que vamos fazer, respeitando as regras”.

Um discurso que não convence o seu adversário, Morgan Tsvangirai, cujo responsável de campanha denunciou várias irregularidades nos cadernos eleitorais, a menos de 24 horas do escrutínio.

No seu último comício eleitoral, o atual primeiro-ministro que enfrenta Mugabe nas urnas pela terceira vez, preferiu adotar igualmente um tom mais conciliatório.

“A nossa liberdade nunca será total se não quebrarmos as correntes e virarmos costas à amargura. Quando tudo tiver acabado quero que o presidente Mugabe aproveite a sua reforma em paz e conforto na sua terra natal”.

Tsvangirai tinha afirmado, no início da semana, que prevê uma nova tentativa de fraude eleitoral, como em 2008, por parte do seu adversário. Uma questão que poderá voltar a não ter resposta, uma vez que a maioria dos observadores internacionais foram impedidos de acompanhar o sufrágio.