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Caso Bárcenas: Rajoy recusa demitir-se e lança culpas para ex-tesoureiro do PP

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Caso Bárcenas: Rajoy recusa demitir-se e lança culpas para ex-tesoureiro do PP

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Mariano Rajoy recusa demitir-se, apesar do escândalo Bárcenas, isso mesmo disse, perante os deputados, neste dia 1 de agosto.

“Nada relacionado com esta questão me impediu ou vai impedir de governar. Nada disto atinge, limita ou condiciona a agenda do Governo”, declarou o primeiro-ministro espanhol que iludiu, contudo, o fundo da questão sobre o escândalo de financiamento ilegal do Partido Popular e lançou as culpas sobre o ex-tesoureiro do PP.

“Enganei-me ao confiar numa pessoa inadequada. Sim, cometi o erro de acreditar num falso inocente mas não cometi o delito de encobrir um presumível culpado.”, disse, referindo-se a Luis Bárcenas.

Sobre as acusações que pesam, sobre si, pessoalmente, o chefe do executivo espanhol, não dá, contudo, qualquer explicação e critica aqueles que julgam sem provas: “É assustadora a facilidade com que, em Espanha, surge, nalgumas pessoas, a vocação súbita de se erigirem em juízes e de, a partir do cheiro de uma suspeita, aplaudirem as acusações sem provas.”

Mariano Rajoy tem evitado dar explicações sobre a alegada contabilidade paralela do Partido Popular, embora admita ter pago “complementos salariais” aos funcionários do partido, tudo dentro da legalidade, diz.

A oposição socialista, que ameaça apresentar uma moção de censura e pede a demissão de Rajoy, não acredita. “O Senhor já mentiu, mentiu no dia 2 de março, quando, ao referir-se à contabilidade paralela do partido, disse que tudo era falso e, além disso, pesava sobre si a acusação grave de ter recebido complementos salariais por baixo da mesa quando era ministro”, afirmou, igualmente perante os deputados, Alfredo Perez Rubalcaba, o líder socialista.

De acordo com os documentos publicados pela imprensa, a alegada contabilidade paralela do Partido Popular terá permitido efetuar pagamentos ilegais a várias figuras do PP, entre elas ao atual chefe do executivo espanhol.

No caso de Rajoy, os documentos apontam para pagamentos anuais e semestrais que oscilam entre os 12 mil e os 25 mil euros, contabilizados a partir de 1997.

O caso foi denunciado pelo ex-tesoureiro do partido, Luis Bárcenas, atualmente em prisão preventiva no quadro de um outro escândalo de corrupção.