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Edward Snowden: EUA desiludidos com a decisão da Rússia

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Edward Snowden: EUA desiludidos com a decisão da Rússia

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Os Estados Unidos estão “extremamente desiludidos” com a Rússia pela concessão de asilo a Edward Snowden.

A 16 de julho, o ex-analista informático da Agência Nacional de Segurança (NSA) pediu asilo temporário à Rússia.
Ontem o pedido foi aceite, permitindo a Snowden permanecer naquele país durante um ano.

“Estamos extremamente desiludidos com a decisão do governo russo apesar dos nossos pedidos muito claros e legais, em público e em privado, para que Snowden fosse expulso para os Estados Unidos, onde deveria responder às acusações que lhe são dirigidas. O senhor Snowden não é um delator, é acusado de ter revelado informações classificadas e indiciado em três atas de acusação criminais. Deveria ser enviado para os Estados Unidos o mais depressa possível, onde lhe será movido um processo com todos os direitos de defesa”, declarou Jay Carney, porta-voz da Casa Branca.

Para o executivo norte-americano a decisão russa compromete a cooperação em termos de segurança entre Moscovo e Washington. Os norte-americanos ponderam agora sobre a manutenção de uma cimeira conjunta prevista para setembro.

Snowden estava desde 23 de junho num aeroporto moscovita, onde chegou proveniente de Hong Kong, após deixar o emprego na NSA no Havai.

“Estou mais uma vez muito grato ao povo russo, ao presidente Vladimir Putin e ao advogado, pela coragem, força e humanidade que demonstraram e pela nobreza do ato de protegerem o meu filho.
Ele não é apenas um cidadão dos Estados Unido, mas um cidadão global do planeta, um habitante da Terra. Estou muito grato pelo que fizeram pelo meu filho”, disse o pai de Snowden.

Em Hong Kong, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, Snowden revelou um programa de vigilância em massa de comunicações telefónicas e via internet, o que veio a desencadear, à escala mundial, manifestações antiamericanas.