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EUA "extremamente desiludidos" com concessão de asilo a Snowden

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EUA "extremamente desiludidos" com concessão de asilo a Snowden

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Após mais de um mês de incerteza e especulações, Edward Snowden pode sair esta quinta-feira da área de trânsito do aeroporto de Cheremetievo, em Moscovo, depois de receber autorização para ficar na Rússia durante um ano.

O analista informático norte-americano recebeu a documentação de asilo temporário através do advogado, depois de se comprometer a não divulgar novas informações que possam prejudicar as relações entre o Kremlin e Washington.

O advogado de Snowden explicou que recebeu “muitas cartas, de pessoas dispostas a contratar [o analista norte-americano]. Ele precisa de trabalhar, mas isso não será um problema [na Rússia]. Ele não é rico e o dinheiro que tinha foi gasto em comida. É claro que ele sabe que terá de trabalhar para se sustentar”.

Anatoli Koutcherena frisou ainda que Snowden lhe “garantiu que não pensa publicar novos documentos que denigram o governo norte-americano. Mas também disse que, quando estava em Hong Kong, deu uma parte do material que possuía a jornalistas”.

Os Estados Unidos declararam-se “extremamente desiludidos” com a concessão de asilo ao analista, procurado no país natal por espionagem e estão a refletir sobre a manutenção de uma cimeira conjunta prevista para Setembro.

Em Nova Iorque, uma norte-americana diz que “não apoia a ideia de revelar e vender segredos”, mas acrescenta que “é importante levantar a voz, quando se sabe que alguém está a fazer algo errado, mesmo no seu próprio país”.