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Irão: a "ferida" de Rohani

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Irão: a "ferida" de Rohani

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Marchar contra Israel ou para apoiar o povo palestiniano. As interpretações variam, mas é certo que o Dia de Jerusalém é um dos mais importantes acontecimentos anuais no Irão. Este ano marcado pelas declarações do Presidente eleito:

“Há anos que há uma ferida no corpo do mundo muçulmano, sob a sombra da ocupação da terra santa da Palestina e de Jerusalém”

As palavras de Hassan Rohani foram interpretadas por jornalistas iranianos como se o chefe de Estado eleito defendesse a necessidade de remover essa mesma ferida. Israel não gostou e disse que a verdadeira face de Rohani foi revelada mais cedo do que o previsto.

Um mal-entendido que passou ao lado dos milhares de iranianos que, esta sexta-feira, saíram à rua para denunciar a ocupação israelita e exigir o regresso dos palestinianos às terras de origem.
Um evento com uma elevada taxa de participação que já o regime assim o obriga.

Celebrado na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadão, o Dia de Jerusalém foi instaurado pelo regime do ayatollah Khomeini.