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Revisor: "Em algum momento me senti culpado"

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Revisor: "Em algum momento me senti culpado"

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“Em algum momento me senti culpado”, foram as palavras do revisor Antonio Martín Marugán, à entrada do tribunal onde foi ouvido sobre o acidente ferroviário perto de Santiago de Compostela que matou 79 pessoas e fez dezenas de feridos.

Somente após a análise dos dados contidos na caixa negra da composição, Francisco José Garzón Amo, o maquinista do comboio, disse que momentos antes do acidente recebeu uma chamada do revisor que seguia a bordo.

Segundo o maquinista, o diálogo, efetuado entre telefones da empresa e que terá durado dois minutos, versou sobre a via em que devia parar o comboio, que fazia a rota entre Madrid e Ferrol.

Marugán, confirmou que estava a falar ao telefone com o maquinista quando se deu o acidente,
sugerindo que, à chegada o maquinista optasse pela via mais próxima da estação para facilitar a saída de uma família que viajava com crianças.

Nas primeiras declarações que fez à polícia, Antonio Martín Marugán contou que ia sentado na carruagem 3, mas nada disse sobre o telefonema. Também o maquinista omitiu, nas primeiras declarações, que estaria ao telefone com o revisor, atribuindo o acidente a uma distração sua e repetindo que não encontrava explicação para o sucedido.

A chamada telefónica foi registada pelas caixas negras do comboio, descobertas após o acidente. O telefone profissional usado pelo maquinista desapareceu no acidente.