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Egito: Irmandade Muçulmana mantém-se inabalável

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Egito: Irmandade Muçulmana mantém-se inabalável

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No Egito, o ministério do Interior instou novamente este sábado os militantes e simpatizantes da Irmandade Muçulmana a abandonarem as praças Rabaa al-Adawiya e Nahda, no Cairo.

Contrastando com a ameaça do governo militar de recorrer a “medidas legais”, representantes dos Estados Unidos e da União Europeia tentam evitar uma banho de sangue através da mediação entre ambas as partes.

O jornalista Mohammed Shaikhibrahim perguntou a um dos mais influentes líderes da Irmandade Muçulmana, se estaria a dialogar com os mediadores internacionais tendo em vista o fim da atual crise.

“Como já disse claramente, com mediadores internos ou de fora, não nos furtamos ao diálogo tendo por base o fim do golpe militar, o regresso à legalidade constitucional, retomar o direito do povo escolher o Presidente e o Parlamento e criar a Constituição.

Não, tendo por base o direito do chefe do exército acordar com uma arma nas mãos, ir para a rua e dizer ao povo “este é o Presidente que escolhi para vocês”.

Garanto-lhe que qualquer tentativa de expulsar aquelas pessoas pela força, fará aparecer dezenas de outras praças a recusar o golpe militar. Banhos de sangue não pararão esta revolução, nem as pessoas de dizer de peito aberto “não” ao golpe militar”, respondeu Mohammed Al Beltagi.