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Suspeita de leite contaminado preocupa governo neo-zelandês

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Suspeita de leite contaminado preocupa governo neo-zelandês

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A Fonterra, a maior exportadora mundial de produtos lácteos, com sede na Nova Zelândia, foi criticada pelo governo por ter demorado a soar o alarme sobre uma possível contaminação.

Apesar de testes com resultados suspeitos há um ano, só este sábado é que a empresa revelou que alguns lotes de leite para bebé e bebidas desportivas podem ter presença da bactéria do botulismo.

O primeiro-ministro neo-zelandês, John Key, disse que “a empresa deveria ter sido mais precavida em relação a estas suspeitas, havendo testes que revelaram algo anormal. Essa produção deveria ter sido descartada até haver certeza absoluta de que tudo estava normalizado. Os administradores executivos vão ter de responder por isso”.

Apesar de não haver nenhum caso de doença declarado, a China bloqueou todas as importações do leite em pó da Fonterra.

Há uns anos, a contaminação de leite para bebé com melanina causou seis mortes e afetou mais de 300 mil bebés chineses.

Yang Jie, porta-voz do grupo importador chinês Hangzhou Wahaha, disse que “até agora não foram relatadas reações adversas por parte dos consumidores. Estamos a pedir aos nossos responsáveis pelas compras que obtenham informação junto dos retalhistas e do restante mercado”

A Rússia, a Tailândia e o Vietname são outros países que baniram as importações desta empresa.

A bactéria do botulismo provoca uma infeção que causa paralisia e os casos graves podem levar à morte.