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Dopagem na Alemanha: Testemunhos comprometedores sucedem-se

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Dopagem na Alemanha: Testemunhos comprometedores sucedem-se

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As revelações sobre o escândalo de doping na Alemanha começam a chover e a pôr em causa nomes cada vez mais importantes…

As pesquisas sobre produtos dopantes, encomendadas pelo governo, podem ter-se estendido até muito recentemente.

O presidente do Comité Olímpico Alemão, Thomas Bach, saudou a publicação do relatório, mas há quem o acuse de estar ao corrente de tudo, quando foi campeão olímpico de esgrima em 1976. Ele nega as acusações: “Não havia, de forma alguma, doping na equipa alemã de esgrima em 1976”.

Bach é vice-presidente do Comité Olímpico Internacional e um dos candidatos à sucessão de Jacques Rogge como presidente do COI.

Muitos atletas garantem que havia um sistema organizado de dopagem nos anos 70.

“Ofereceram-me a chamada injeção Kolbe, um cocktail de vitaminas que continha mais não sei o quê. Mas eu não tomei, e informei disso o meu treinador”, conta Willi Wülbeck, antigo corredor dos 800 metros barreiras.

Edwin Klein, que competiu nos Jogos Olímpicos, no lançamento do martelo, acrescenta: “Com certeza que me confrontei com o doping. Durante o exame médico para os Jogos Olímpicos de 1972, o atestado médico dizia que não havia problema em utilizar 20 a 50 miligramas de anabolizantes”.

Durante muitos anos, acreditou-se que a dopagem organizada era exclusiva da antiga Alemanha de Leste, onde esta prática se tornou tristemente famosa, sobretudo nos anos 70. O estudo agora feito pela Universidade de Huboldt vem provar que o fenómeno também existiu no Ocidente.