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Egípcios receiam "banho de sangue" após fim do Ramadão

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Egípcios receiam "banho de sangue" após fim do Ramadão

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Durante dias a fio, emissários de várias partes do mundo tentaram promover o entendimento entre os militares que detêm o poder no Egito e a Irmandade Muçulmana que defende o presidente deposto, Mohamed Morsi. Mas as conversações falharam rotundamente. O fim do Ramadão levanta receios de que os próximos dias tragam de novo a violência em grande escala.

O governo interino diz que a paciência está a esgotar-se, apelando aos apoiantes de Morsi que desmobilizem. O presidente nomeado, Adly Mansour, salienta que “a decisão de avançar está tomada. Todos os que não aceitarem esse facto irão sofrer as respetivas consequências.”

O representante americano, William Burns, regressou aos Estados Unidos sem alcançar qualquer compromisso. A posição cautelosa de Washington ficou comprometida pela visita de John McCain ao Cairo. O senador republicano qualificou a intervenção do exército egípcio como um “golpe de Estado”.

Muitos temem que o país caminhe para um banho de sangue. Os apoiantes de Morsi, que recusam o domínio dos militares, continuam barricados na Praça Rabaa al-Adawyia, onde um ataque pode estar iminente.