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Fim do Ramadão renova receios de violência no Egito

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Fim do Ramadão renova receios de violência no Egito

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O Ramadão terminou mas no Egito esse será o único motivo para celebrar. Os esforços internacionais falharam na tentativa de resolver o conflito entre os apoiantes do presidente deposto Mohammed Morsi e as autoridades de facto, lideradas pelo general Abdel Fatah el-Sissi. A Irmandade Muçulmana alertou os novos governantes para o facto de estarem a empurrar o país para uma guerra civil.

As celebrações do Eid el-Fitr, marcam o fim do mês santo do Ramadão, mas renovam receios de mais violência. Os militares anunciaram estarem pronto para dispersar à força os manifestantes, entrincheirados em dois locais do Cairo.

O país está polarizado. Na praça Tahrir, símbolo da revolução que depôs Hosni Mubarak, muitas pessoas estão reunidas. Defendem a ação dos militares e apelaram a realização de uma grande manifestação para esta quinta-feira, tal como o fez a outra fação.

Desde o golpe de Estado no início de julho já morreram cerca de 300 pessoas, vítimas de violência política.