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Esquerda alemã critica Merkel por ter crescido na RDA

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Esquerda alemã critica Merkel por ter crescido na RDA

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A chamada ‘silly season’ coincide, este ano na Alemanha, com um período pré-eleitoral, tendo em vista as legislativas de 22 de setembro.

Com um atraso que ronda os 15% nas sondagens, o candidato da esquerda resolveu atacar a chanceler, líder destacada nas intenções de voto, insinuando que a sua educação na Europa de Leste faz com que Angela Merkel não seja uma “apaixonada pela Europa”.

No mesmo tom, Peer Steinbrueck considerou, em Hamburgo, que o governo de centro-direita deixou o país “paralisado” e que Merkel é alguém que parece “pairar” acima dos partidos, ao estilo de um presidente e que a chanceler acredita que pode “embalar” os alemães nesse “sono”.

Com cerca de 23% das intenções de voto, o SPD está longe de representar uma ameaça para a coligação dos democratas-cristãos que, com os liberais do FDP, reúne à volta de 45% do eleitorado.

De férias, durante três semanas, Merkel nem sequer reagiu à provocação porque, da esquerda à direita, os comentadores alemães referiram-se aos propósitos de Steinbrueck como os de alguém que “não conhece a história” da Alemanha.