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Proibição da divulgação da homossexualidade na Rússia preocupa comunidade internacional

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Proibição da divulgação da homossexualidade na Rússia preocupa comunidade internacional

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À semelhança do que ocorre em outros países, na cidade belga de Antuérpia manifestantes protestaram em frente do consulado russo contra a recente lei que proíbe a apologia da homossexualidade, aprovada em Moscovo.

“A lei está formulada de um forma tão vaga, que pode ser utilizada para criminalizar todas as formas de expressão dos homossexuais e das lésbicas. É uma forma de apagar a homossexualidade na cabeça das pessoas e nas ruas, tornando-a invisível”, disse uma organizadora da manifestação.

A lei, aprovada em junho pelo presidente Vladimir Putin, proíbe a “propaganda da sexualidade não- tradicional” e impõe multas a quem participar em desfiles “gay pride”.

As preocupações com a aplicação da nova legislação crescem à medida que se aproximam o Campeonato do Mundo de Atletismo e os Jogos Olímpicos de Inverno, que serão disputados na Rússia.

“A Carta Olímpica é muito clara. Diz que o desporto é um direito humano de todos independentemente da raça, sexo ou orientação sexual. Os Jogos devem ser abertos a todos, sem discriminações. A nossa posição é muito clara”, afirmou Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional.

Moscovo já veio ao terreno tranquilizar a comunidade internacional e tentar evitar eventuais boicotes aos dois grandes eventos desportivos.

“Aqui na Rússia nunca ninguém foi preso devido à orientação sexual. Não sucumbam à histeria que pervertidos começaram por toda a Europa. Os nossos artistas mais bem pagos têm uma orientação sexual não-tradicional e nenhum deles enfrenta qualquer descriminação”, afirmou Vitaly Milonov, um legislador russo.

Este sábado, no estádio Luzhniki, em Moscovo, começa o Campeonato do Mundo de Atletismo.