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Fraser-Pryce e David Oliver "voam" para o ouro

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Fraser-Pryce e David Oliver "voam" para o ouro

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Shelly-Ann Fraser-Pryce confirmou-se esta segunda-feira como a mulher mais rápida do Mundo da atualidade. A jamaicana venceu a final dos 100 metros femininos nos Mundiais de Moscovo com a melhor marca do ano: 10,71 segundos. Um tempo que permitiu a Fraser-Pryce passar do bronze de há dois anos na Coreia do Sul para a medalha de ouro. A prata foi para costa-marfinense Murielle Ahoure (10,93 segundos) e o bronze para a norte-americana Carmelita Jeter (10,94 segundos), que em Daegu, em 2011, havia ganho o ouro.

O recorde do Mundo dos 100 metros femininos pertence à norte-americana Florence Griffith-Joyner, é de 10,49 segundos, foi batido em julho de 1988 e desde então mantém-se inalterado.

A final dos 400 metros femininos revelou-se a mais equilibrada do dia. Foi por escassos 4 milésimos de segundo que Christine Ohuruogu conquistou a medalha de ouro e fixou um novo recorde da Grã Bretanha (49,41 segundos). Ohuruogu supreendeu a favorita Amantle Montsho nos derradeiros centímetros.

A atleta do Botswana, detentora da melhor marca do ano (49,33 segundos), cumpria os últimos metros da final na liderança, mas um derradeiro e forte ataque permitiu à britânica recuperar o título mundial que já havia conquistado em Osaka, há 6 anos. A vitória de Ohuruogu apenas foi confirmada após consulta ao “photo finish”. A medalha de bronze foi para a russa Antonina Krivoshapka (49,78 segundos).

O recorde do mundo dos 400 metros pertence à alemã Marita Koch, é de 47,60segundos e foi batido em outubro de 1985, antes da unificação germânica e quando a atleta ainda representava a República Democrática da Alemanha.

A campeã olímpica do lançamento do peso, Valerie Adams, não deu, por sua vez, hipóteses em Moscovo. A neozelandesa conquistou o quarto título mundial consecutivo, estabelecendo, ao terceiro ensaio, a melhor marca do ano: 20,88 metros.

A prata foi para a alemã Christina Schwanitz (20,41m) e o bronze para a chinesa Lijao Gong (19,95m).

O recorde do Mundo pertence à russa Natalya Lisovskaya, é de 22,63 metros e foi batido em junho de 1987.

Alemão surpreende no salto à vara

Raphael Holzdeppe conquistou para a Alemanha, de forma surpreendente, o título mundial masculino de salto à vara. Holzdeppe conseguiu 5,89 metros à primeira tentativa, e derrotou o favorito ao título, o francês Renaud Lavillenie, detentor da melhor marca do ano (6,02 metros). O gaulês, porém, não se aproximou da marca dos seis metros em Moscovo e só à terceira conseguiu ultrapassar os 5,89 metros.

Os dois atletas falharam os três ensaios nos 5,96 metros e o bronze foi, por fim, para outro alemão, Bjorn Otto, que saltou à primeira 5,82 metros.

O recorde do mundo do salto à vara permanece na posse do ucraniano Sergey Bubka, com 6,14 metros e foi fixado em julho de 1994.

O ouro no lançamento do martelo foi, por sua vez, para Pawel Fajdek. O polaco conseguiu, logo ao primeiro ensaio, a melhor marca do ano: 81,97 metros. O húngaro Krisztián Pars ficou em segundo, a mais de metro e meio (80,30 metros). O bronze foi para o checo Lukás Melich (79,36 metros).

O recorde do Mundo do lançamento do martelo pertence a Yuriy Sedykh, ainda em representação da União Soviética. Está fixado nos 86,74 metros e foi registado em agosto de 1986.

Na final dos 110 metros obstáculos, a vitória sorriu a David Oliver. O norte-americano, que havia sido quarto classificado há dois anos, em Daegu, e ficou, então, a ver de fora a festa do pódio, “voou” para o ouro em Moscovo: Oliver melhor a melhor marca do ano em três centêsimos e fixou-a agora nos 13 segundos.

O compatriota Ryan Wilson fez mais treze centésimos e ficou com a medalha de prata. O bronze foi para o russo Sergey Shubenkov (13,24 segundos).

O recorde do Mundo dos 110 metros obstáculos pertence ao norte-americano Aries Merrit, é de 12,80 segundos e foi fixado em setembro de 2012.