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Fuga radioativa não demove banhistas na província de Fukushima

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Fuga radioativa não demove banhistas na província de Fukushima

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O calor que se faz sentir no Japão convida a banhos e na província de Fukushima nem mesmo a confirmação de uma fuga radioativa para o mar demove os banhistas.

Face aos picos de radiação detetados em amostras de água, a Tepco – operadora da central nuclear de Fukushima – construiu um sistema de contenção subterrâneo, mas a barreira não foi capaz de evitar fugas.

De acordo com o governo cerca de 300 toneladas de água radioativa, contaminada com estrôncio e trítio, estão a ser vertidas para o mar, diariamente, através do porto situado em frente à central.

Os especialistas mostram-se surpreendidos.

“Não sabíamos que a concentração de resíduos radioativos era tão elevada. Precisamos de fazer novas pesquisas para saber até que ponto afetou a vida marinha nesta área” refere Blair Thornton professor na Universidade de Tóquio.

A Tepco começou, entretanto, a bombear parte da água subterrânea contaminada que está a ser armazenada em tanques contentores. A operação permite minimizar o problema, mas está longe de o resolver.