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Japão publica resultados do segundo trimestre: cresciemento sim, mas devagar

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Japão publica resultados do segundo trimestre: cresciemento sim, mas devagar

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O Japão cresceu menos do que o previsto no segundo trimestre do ano.
Apesar do Produto Interno Bruto (PIB) ter aumentado com mais rapidez no Japão do que nos Estados Unidos, as estatísticas publicadas esta segunda-feira pelo governo, refletem um crescimento menor do que o esperado.

O PIB do país cresceu 0,6% entre abril e junho, depois de um avanço de 0,9% nos três meses precedentes. Alguns economistas esperavam a mesma taxa. Em termos anuais, o crescimento foi de 2,6%, menos 1 do que o previsto.

Para o governo, convencido do bom rumo das medidas adotadas, os dados não são surpreendentes. A seguir à tomada de posse de dezembro, o primeiro-ministro, Shinzo Abe, enfrentou imediatamente a batalha económica, depois da recessão da primavera e do verão de 2012.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão:

“Acho que a economia vai prosseguir na senda do crescimento. Vou continuar a dar prioridade absoluta à economia, e aplicar novas estratégias de crescimento no outono.”

Shinzo Abe anunciou, há meses, que os dados hoje publicados condicionariam os planos relativos ao aumento ou não do imposto sobre o consumo, em 2014, para equilibrar as contas públicas. A decisão, que será sem dúvida mais política do que económica, supõe a primeira subida gradual do IVA nos últimos 15 anos.

O objectivo principal é reduzir a dívida, a maior dos países industrializados. Abe prometeu uma poupança de cerca de 62 mil milhões de euros.

O desempenho do PIB, no entanto, levanta dúvidas sobre os planos do governo. Tóquio quer estimular a economia e duplicar a taxa de consumo até 2015, em duas etapas: de 5% a 8% até abril 2014 e até 10% em outubro de 2015).

Yoshito Sakakibara, economista:

“O atual plano de subir o IVA em 3 por cento pode pesar demasiado sobre as famílias. Não se devem subestimar as consequências negativas.”

O Japão continua a perder peso na economia mundial. É provável que, até 2050, países emergentes como a Índia e o Brasil, ultrapassem a atual terceira potência económica mundial.