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Palestinianos querem ver para crer

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Palestinianos querem ver para crer

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Israel promete cumprir esta semana parte da exigência feita pelo presidente da Autoridade Palestiniana para avançar com as negociações de paz no Médio Oriente.

Os nomes de 26 prisioneiros palestinianos a libertar já são conhecidos, mas as famílias temem que o Estado hebraico volte atrás.

“Não acredito que seja verdade até segurar a mão do meu filho, Podem dizer-me que ele vem para casa, mas só acredito depois de o ver e tocar” afirma Emtawe El Khor, pai de um prisioneiro.

Muitos lembram que a recém anunciada expansão de colonatos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental não abona a favor de Israel. Mas há quem tenha uma opinião diferente.

“Penso que é um passo importante. Muitos dos prisioneiros que vão ser postos em liberdade estavam condenados a prisão perpétua. Há quem já tenha passado mais de 20 anos na cadeia. Penso, por tudo isto, que é um momento muito importante” refere Issa Qaraqe, ministro palestiniano responsável pelas questões prisionais.

No total, Israel propõe libertar 104 prisioneiros em quatro etapas. Muitos estão envolvidos em ataques contra israelitas civis.

“O primeiro-ministro foi chantageado, caso contrário, Israel nunca iria libertar estes prisioneiros. Não faz sentido impor condições para avançar com as negociações de paz” declara Yossi Tzur, pai de uma vítima israelita.

Os familiares das vítimas criticam os Estados Unidos que acusam de pressionar o chefe de governo Israelita. Depositam, agora, todas as esperanças Supremo Tribunal para que possa ser feita justiça.