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Israel divulga prisioneiros palestinianos libertados

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Israel divulga prisioneiros palestinianos libertados

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Os israelitas já nomearam 26 dos 104 prisioneiros que vão ser libertados ao abrigo de um acordo mediado por Washington. Mas Israel dá com uma mão e retira com a outra, pois anunciou a construção de mais colonatos nos territórios ocupados, uma ação considerada ilegal pelos Estados Unidos e pela União Europeia, obstáculo principal para os palestinianos avançarem nas negociações de paz, retomadas após três anos paradas.

Apesar de tudo, a libertação de prisioneiros é uma grande alegria para muitos em Gaza. “Nunca me senti tão feliz como hoje. É tão difícil crescer sem um pai, a presença de um pai é essencial. O pai ensina, por vezes pode ser duro, outras vezes mais tolerante, isso é um pai. Graças a Deus, é como se eu fosse uma criança e nós podemos recomeçar tudo de novo”, diz Mohammad Nashabat, que aguarda a chegada do pai.

A alegria de um lado é a revolta do outro. Muitos Israelitas protestam contra a decisão do executivo de libertar pessoas que cometeram crimes de sangue. O irmão de Gila Molcho foi assassinado em Gaza. “Quero que o governo perceba que está a enviar a mensagem errada à nossa juventude porque ela está a perceber que o seu sangue não vale nada. No outro lado a mensagem é que podem continuar a matar porque lhes dá poder”.

O anúncio da construção de 1,187 habitações na Cisjordânia e em Jerusalém terá o efeito de atenuar a irritação da extrema-direita israelita pela libertação dos prisioneiros palestinianos.