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"Não vamos deixar as ruas até vencermos ou morrermos"

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"Não vamos deixar as ruas até vencermos ou morrermos"

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Sem receios, os partidários do presidente Mohammed Morsi, apoiado pela irmandade muçulmana, resistem às ameaças dos militares no Cairo. A anunciada intervenção deveria ter acontecido na segunda-feira de madrugada, conforme foi dito pelas autoridades, mas tudo encontra-se na mesma. Um mar de gente permanece estoicamente em duas praças da capital egípcia – a Rab’a al-Adaweya e a al- Nahda.

“Os sentimentos fortes e mútuos aqui e nos nossos corações esperam pelo perigo e pela morte. Estamos dispostos a morrer por Allah”, diz uma mulher. “A moral aqui na Rab’a al-Adaweya e em todas as praças do Egito é muito grande. Somos combatentes de Deus e não vamos deixar as ruas até vencermos ou morrermos”, garante um idoso.

Os manifestantes querem o regresso do presidente deposto ao poder. O Egito está em convulsão política e social desde 2011, quando acabaram os 30 anos de poder de Hosni Mubarak.

O correspondente da Euronews Mohammed Shaikhibrahim faz o ponto da situação: “existe uma expectativa cautelosa dos egípcios aqui depois dos crescentes sinais do início da intervenção de segurança para acabar com os protestos e da prontidão dos manifestantes para repelir uma investida policial que vai determinar as referências para o futuro cenário político no Egito”.