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Apelos à vingança nos funerais das vítimas dos confrontos no Egito

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Apelos à vingança nos funerais das vítimas dos confrontos no Egito

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Na mesquita Al Iman foi improvisada uma morgue para cerca de 200 corpos, onde mães, esposas e filhas choraram, esta quinta-feira, os mortos dos confrontos na cidade do Cairo.

Na dor e no desespero, as mulheres não hesitam em apontar o dedo acusador ao exército e clamar por vingança:
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“O meu filho, Khalid Abdel Hadi, tem 16 anos. Recebeu uma bala na cabeça atirada por um snipper, na rua Attyarane, ontem às 11 horas. Rezo pela vingança de Deus. Será feita justiça, o meu filho não morreu”.

“O sangue destas pessoas foi derramado por todo o Egito. Todos os cantos do Egito viram correr o sangue. Se Deus quiser, a vitória está próxima, graças ao sangue destes mártires”.

“Em princípio, este exército que financiamos com o nosso dinheiro deverá fazer a guerra noutros sítios, na fronteira, contra os judeus. Mas não deve virar-se contra nós. Os anti-Morsi passaram um ano a manifestar-se e isto não aconteceu. Porque é que isto acontece contra as pessoas de Rabiaa al-Adaweia?

Enquanto as famílias choravam e enterravam centenas de civis, por todo o Egito, decorreram também as cerimónias oficiais dos funerais dos polícias mortos.

A expetativa é grande, sobre o evoluir da situação no país, com a comunidade internacional, em uníssono, a condenar a violência e a apelar ao diálogo.